sábado, 5 de julho de 2008

Jeje Mahi e Nagô Vodum.

Em Mahi após o joá, primeira obrigação (bori) do kajèkaji (neófito), ocasião em que o mesmo se torna um joási (borizado), vem a iniciação, a feitura do vodún e um ano após se torna um hunsi ou vodunsi, ou seja : Um iniciado. As obrigações de ano da nação são de um e de sete anos de feitura, em Nagô Vodum, dá-se segundo o modelo ketu, com o qual se mescla culturalmente. Jeje Mahi não inicia para certas divindades de origem de culto fora do gbe, como acontece com o Ketu, que mesmo estando no gbe reverencia sua origem yorùbá. Osun Okpara e Sàngó Ayrá, cuja origem de culto está em Save Okpara, cidade da Chapada dos Mahis, são reverenciados, já outros títulos de Osun e de Sàngó de origem yorùbá, por exemplo, são encontrados no culto Nagô Vodum, que por ser muito mesclado ao culto dos nagôs, utiliza igbas, louças, etc, em seus acentamentos de modo a simbolizar a divindade ali reverenciada, as gayakus são as mães-no-santo do culto Nagô Vodum. Em Mahi só há símbolos e a representação do vodún é o pé-de-árvore ou "atin", ali são louvados os voduns e todo preceito de preparação do iniciado envolve o atin, o único vodún que é realmente acentado e preso é o grá (tradição mahi de Cachoeira, BA).
Uma gayaku pode ter sido feita no Mahi, mas ter tomado obrigação em Nagô Vodum e acentado sua divindade. Uma doné, ou mejitó pode ser uma gayaku, assim como uma gayaku pode ser uma doné ou mejitó desde que tenha recebido obrigação de seu vodún em Jeje Mahi.

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