quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Azankposo.

Foto em http://www.plantoftheweek.org


 Azankposo (pronuncia-se azankpossô)
(Clitoria ternatea)



Planta fabácea e forrageira muito utilizada no culto. No brasil é geralmente denominada “Cunhã” e no Estado do Maranhão “Mariposa Azul”
A flor lembra o clítoris e está relacionada com divindades protetoras da fertilidade da mulher.

sábado, 13 de agosto de 2011

São Roque, Obaluaê, Xapanã.


"Não existem grandes certezas sobre a vida de São Roque, permanecendo a maior partes dos seus dados biográficos envolvidos em mistério. Até o seu verdadeiro nome é desconhecido, já que Roch (aportuguesado para Roque) seria o seu nome de família e não o nome de baptismo (está documentada a existência no século XII de uma família com aquele apelido na cidade).

Embora haja considerável variação nas datas apontadas para o seu nascimento e morte (consoante os hagiógrafos, a data de nascimento varia de 1295 a 1350; a da morte de 1327 a 1390), Roque terá nascido em Montpellier, França, por volta de 1350, e falecido na mesma cidade em 1379 (embora outra versão da sua biografia o dê como morto naquele mesmo ano, mas na Lombardia). Sabe-se contudo que terá falecido jovem.

Era filho de um mercador rico, de nome João, que teria funções governativas na cidade, e de sua mulher Libéria. Estava ligada a famílias importantes de Montpellier, sendo herdeiro de considerável fortuna.

Diz a lenda que Roque teria nascido com um sinal em forma de cruz avermelhada na pele do peito, o que o predestinaria à santidade. Roque terá ficado órfão de pai e mãe muito jovem, sendo a sua educação confiada a um tio. Terá estudado medicina na sua cidade natal, não concluindo os estudos.

Levando desde muito cedo uma vida ascética e praticando a caridade para com os menos afortunados, ao atingir a maioridade, por volta dos 20 anos, resolveu distribuir todos os seus bens aos pobres, deixando uma pequena parte confiada ao tio, partindo de seguida em peregrinação a Roma.

No decorrer da viagem, ao chegar à cidade de Acquapendente, próxima de Viterbo, encontrou-a assediada pela peste (aparentemente a grande epidemia da Peste Negra de 1348). De imediato ofereceu-se como voluntário na assistência aos doentes, operando as primeiras curas milagrosas, usando apenas um bisturi e o sinal da cruz. De seguida visitou Cesena e outras cidades vizinhas, Mântua, Modena, Parma, e muitas outras cidades e aldeias. Onde surgia um foco de peste, lá estava Roque ajudando e curando os doentes, revelando-se cada vez mais como místico e taumaturgo.

Depois de visitar Roma (período que alguns biógrafos situam de 1368 a 1371), onde rezava diariamente sobre o túmulo de São Pedro e onde também curou vítimas da peste, na viagem de volta para Montpellier, ao chegar a Piacenza, foi ele próprio contagiado pela doença, o que o impediu de prosseguir a sua obra de assistência. Para não contagiar alguém, isolou-se na floresta próxima daquela cidade, onde, diz a lenda, teria morrido de fome se um cão não lhe trouxesse diariamente um pão e se da terra não tivesse nascido uma fonte de água com a qual matava a sede. O cão pertenceria a um rico-homem, de nome Gottardo Palastrelli, que apercebendo-se miraculosamente da presença de Roque, o terá ajudado, sendo por ele convertido a emendar a sua má vida.

Miraculosamente curado, regressou a Montpellier, mas logo foi preso e levado diante do governador, que alguns biógrafos afirmam seria um seu tio materno, que declarou não o conhecer. Roque foi considerado um espião e passou alguns anos numa prisão (alguns biógrafos dizem ter sido 5 anos) até morrer, abandonado e esquecido por todos, só sendo reconhecido depois de morto, pela cruz que tinha marcada no peito.

Uma versão alternativa situa o local da prisão em Angera, próximo do Lago Maggiore, afirmando que teria sido mandado prender pelo duque de Milão sob a acusação de ser espião a soldo do Papa. Não se podendo livrar da acusação de espionagem (ou de disseminar a peste), morreu prisioneiro naquela cidade (diz-se que em 1379).

Embora não haja consenso sobre o local do evento, parece certo que ele morreu na prisão, depois de um largo período de encarceramento.

Descoberta a cruz no peito, a fama da sua santidade rapidamente se espalhou por todo o sul de França e pelo norte da Itália, sendo-lhe atribuídos numerosos milagres. Passou a ser invocado em casos de epidemia, popularizando-se como o protector contra a peste e a pestilência. O primeiro milagre póstumo que lhe é atribuído foi a cura do seu carcereiro, que se chamaria Justino e coxeava. Ao tocar com a perna no corpo de Roque, para verificar se estaria realmente morto, a perna ficou milagrosamente curada.

Embora sem provas que o consubstanciem, afirma-se que Roque terá pertencido à Ordem Terceira de São Francisco."


(In: http://pt.wikipedia.org/wiki/Roque_de_Montpellier)

 

 

São Roque e Obaluaê


Era dia 21 de Julho do ano de 1855 quando ficou confirmado pelas autoridades competentes da época que a Bahia começava a ser atingida pelo mal da cólera. Milhares de cidadãos morriam de um dia para o outro, o mal não dava trégua e não se tinha na época o conhecimento que se têm hoje sobre o que é cólera, de como evitá-lo, e como tratá-lo. O povo sofria e a doença se expandia.

Tendo os primeiros casos da doença surgido no Rio Vermelho, na capital, logo atingiu as cidades do Recôncavo Baiano dentre elas Nazareth.

E o que fazer? Só restava a devoção e a misericórdia divina.

Foi então que a imagem de São Roque achada por quatro pescadores em 16 de Agosto de 1810 no rio Jaguaripe e mantida por Joaquim Torquato, o dono da rede de pesca, foi levada em procissão para as cidades atingidas e milagrosamente o cólera começou a diminuir.

Foi assim que São Roque, na Bahia, além de São Lázaro, obteve sincretismo com o orixá nagô Obaluaê (Xapanã), ligado à cura de doenças, e cujo culto em Benin deu origem ao culto do vodum Sakpatá.

É um santo muito cultuado no recôncavo e possui anualmente uma linda festividade a 16 de Agosto, sua procissão em Nazareth dá uma parada na porta de cada pessoa que se sabe que está enferma, também neste dia glorioso o candomblé lhe tece homenagens como a grande divindade que traz a cura daquele que sofre de uma terrível doença.

É de costume baiano passar pipocas que foram estouradas na areia pelo corpo e bater determinadas folhas no enfermo neste dia, rogando-se ao santo São Roque e ao poderoso orixá Obaluaê pela cura da doença e proteção em atos cirúrgicos se houverem.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Perguntas Respondidas Via E-Mail - 1.

                            Painel em madeira com a figura de Yéyé no Flick. Foto de Vagner Carvalheiro.
  Mário Filho (do Louco), grande artista cachoeirano conhecido em Paris conhece bem esta arte de entalhar.



Algumas Perguntas Respondidas:


P- Voduns são suspensos em porrão?
R- Não. Voduns não são suspensos em porrão como em algumas outras nações. A casa que assim o faz possui influência de outra nação.


P- E em pipelê, eles são suspensos em pipelê?
R- Não. Essa prática é do nagô, assim sendo é comum vermos isso em casas do rito Nagô-Vodum onde a influência nagô é muito forte.


P- Jeje dá quartinha de Bori?
R- Não. Quartinha de Bori é em algumas outras nações; nem o rito Nagô-Vodum costuma fazer isso; No Jeje não existe Bori, mas um outro preceito, e sem quartinha, nos ritos que antecedem a iniciação do vodunsi.


P- No barracão de Jeje o chão é de barro batido???
R- Sim, Jeje é humildade e vodum é bó (barro). Se não houver humildade o vodum não se aproxima.


P- Meu pai de santo (Fulano)  coloca as oferendas dos consulentes dele aos pés do meu vodum, gostaria de saber se isso é certo no Jeje?
R- Não. As oferendas da comunidade, as de consulentes e de festividades, aquelas que não sejam do filho daquele vodum, são depositadas à atinsá (aos pés das árvores sagradas), ou nas águas, na pedras, ou nos caminhos, ou na mata, conforme à quem e ao que se destinam.


P- Para se fazer obrigação em um filho tem de se estar com o corpo limpo?
R- Sim, em todos os sentidos, corpo e mente; tem que se manter um resguardo antes e após "qualquer" preceito para vodum.


P- Por que não se assobia em casa de Jeje?
R- Legba não vai gostar... ele assobia para se comunicar com outros Legbas, se você assim o fizer ele virá correndo e vendo que não é nada pode não gostar mesmo...


P- Casa de Jeje Maxi não pode ter avun?
R- Avun é em casa de Jeje Dahomé, em Mahi é afun (cachorro).
Na realidade é só mantê-lo longe de Averequete, diz uma lenda que, quando com muita fome, Averequete pescava e o cão roubava... aí jurou não ter mais cachorro.
É hábito cercar as árvores sagradas de alguma forma para o cão não ir fuçar ali.


                                                  Se você tem dúvidas é só perguntar:
                                                             ifabimi@yahoo.com





sexta-feira, 24 de junho de 2011

Candomblé: Religião Família.

                           Terreiro do Bogum - Mãe Índia ao Centro da Foto

Tabus, quizilas; proibições, sempre existiram dentro do candomblé e faz parte do controle da sociedade religiosa, o que é certo ou errado dentro do comportamento de cada indivíduo dentro de um grupo. Talvez hoje não sejam cumpridos à risca todos os tabus, mas eram cumpridos à risca nos antigos candomblés e também nos candomblés de Jeje e seus segmentos. Existe o tabu proveniente especificamente do vodum, cada vodum tem uma série de tabus a serem observados, mas existem outros tabus de forma geral que hierarquizam refletindo uma época bem distante de nós, e que legitimam familiarmente conferindo uma nova família ao noviço (a) dentro da sociedade religiosa. No passado do cativo já havia purismo próprio e proveniente de suas regiões de origem, como ainda há entre alguns grupos étnicos, e quase sempre surgido de conflitos por terra, a sagrada terra, o território sagrado dos fons, dos ajas, dos mahis, etc.; hábitos; tradições de um povo; a língua falada que é tão importante, mas o fator de congregação foi a família, com sua língua do coração.

A sociedade religiosa exibe um parentesco paralelo ao da sociedade familiar, onde o irmão (ã)-de-santo não pode se relacionar matrimonialmente ou sexualmente, com irmão (ã)-de-santo, ou outro membro do mesmo terreiro. Da mesma forma a mãe-de-santo não pode ter seu marido ou companheiro participando dentro de sua casa como irmão de seus filhos de santo, ogam de sua casa irmão de seus filhos ogans, etc. 

Sexo? Matrimônio? Somente com membros de outros terreiros e se aparentados àquela casa só do segundo grau para lá...em colateral. O casal marido e mulher, e mesmo os companheiros, não pode tornar-se irmão-de-santo dentro de um mesmo terreiro, quando numa situação destas, e dita pelos antigos chefes de terreiro com de “mau agouro” (de augúrio ruim; traz mau sortilégio) o chefe, ou a chefe, do terreiro encaminhará um deles para outro terreiro de pessoa de sua confiança que não seja, ou tenha sido, filho (a)-de-santo de sua casa, legítimo ou agregado, podendo tratar-se de um irmão (ã) seu (ua) de santo, um outro parente, ou algum outro chefe de sua confiança.

Quanto aos parentes carnais, a mãe não pode iniciar a filha ou o filho carnal, e nem os avós, mas os tios carnais o podem, como no caso de Mãe Índia do Bogum Iniciada por sua tia Nicinha do Bogum que por sua vez, sendo filha carnal de Mãe Runhó, foi iniciada por Mãe Emiliana do Bogum, que era de raíz Banto (Angola) e feita sacerdotiza de Agué no Bogum por Mãe Runhó.

sábado, 18 de junho de 2011

O Segredo da Cabaça e o da Bigorna.

                                                      Foto de Beautifulcataya no Flickr

Lenda Fon Oriunda do Fá

Foi num longo período de seca e consequentemente de fome que ele entrou na mata em busca de comida para alimentar sua família, quando derrepente escutou um gemido no mato e foi ver o que era... era uma ká (cabaça em fongbè) que pedia ajuda porque estava caída sobre espinhos que lhe incomodavam, o homem admirado retirou a cabaça falante daquele espinheiro e ela agradecidamente disse que fizesse nela um pedido de comida, porque dentro dela surgiria para que ele pudesse comer, e assim o fez, então, ele se alimentou e retornou para sua casa com o objeto encantado. Chegando no lar sua mulher perguntou para que aquilo e se eles iam comer cabaça sem sementes (pois o marido já havia comido nela), e que isso não iria cozinhar mesmo, ele, então, lhe explicou... e toda família pedia ali do que queria comer e o alimento que se pedisse, ali aparecia, e a fome foi embora daquela casa.

Certo dia, sua mulher passou próximo do rei de sua cidade e o cumprimentou, e ele voltando-se à mulher imediatamente perguntou como ela conseguia ficar tão gordinha numa época de tanta estiagem, e sem mais, nem menos, a mulher lhe contou toda a história, sendo em particular repreendida pelo seu marido, pois sabia que se a cabaça não atendesse ao rei ela  poderia ser punida por ter contado uma mentira, e que se atendesse ao pedido do rei, poderiam perder o valioso objeto. Assim foi, o rei não tardou a passar pela casa deles, e eles acabaram perdendo a cabaça para o rei... e a fome voltou a habitar naquela casa, que triste.

Em poucos dias o homem voltou a entrar na mata para procurar comida, desta feita, ouviu pedidos de socorro no mesmo local do espinheiro onde tinha encontrado a cabaça encantada, mas não havia ali nenhuma outra cabaça... eis que agora é uma kpè (pedra) quem lhe pede que a retire dali, e ele admirado diz: "Oh, uma pedra falando", e imediatamente a pedra destaca-se agilmente de sua mão e o atinge e doloridamente na sua cabeça... tratava-se uma pedra que não gostava de ser chamada de pedra! Tinha de ser tratada por Bigorna... então, levou a falante Bigorna para casa e a pôs sobre a mesa. Quando sua mulher vê o objeto, diz: "Vamos comer pedra???" e imediatamente toma uma pedrada de Bigorna, não tardou muito o rei  ficou sabendo da pedra que falava... chegando lá disse: "Homem! Mostre-me a pedra que fala!"... E Bigorna saltou da mesa e deu lhe uma pedrada no tá! (cabeça).

Moral da história: O homem não deve compartilhar do segredo com a mulher, mas do segredo da Bigorna, que é boa armadilha para curiosos e ladrões...

Ifabimi.

domingo, 12 de junho de 2011

Como Eliminar Virus e Outras Pragas com Sucesso!



Gente, como hoje é Dia dos Namorados queremos presentear aos nossos amigos e irmãos de fé, enamorados pelo PAPOINFORMAL, com uma dica muito interessante e muito boa. Quem nunca sofreu com vírus de computador, ou mesmo sofre e muitos nem sabem disso, são várias as pragas que afetam o sistema dentre vírus trojan (cavalo de tróia), vírus spy (espião) e até scripts que permanecem dentro do seu computador servindo de spy quando você visita um site. Você tem antivírus atualizado? Sim? Muito bem! Mas aposto que ele não dá conta sozinho, as pragas se camuflam tão bem que na maioria das vezes passa por despercebido pelo antivirus que quase sempre só irá detectar quando uma pasta, por exemplo, já está tomada de vírus, aí então, quarentena... que caos!

Não perca seu tempo e baixe o Spybot, antes que tudo vá piorando... atualize e bote para procurar as ameaças, depois de eliminadas, imunize-se contra elas. Não é complicado para baixar, é só ter atenção, escolher o idioma, depois qualquer biblioteca do mundo para atualizar os arquivos que ele vai pedir para você escolher, e Boa Sorte! Aqui vai o link:

Spybot Search & Destroy

Link do amigo Patrick Kolla no site Baixaki.
  • Em Português
  • Gratuito
  • 16,03 MB
  • Para Windows XP/Vista/7/98/2000

sábado, 11 de junho de 2011

Livro: A Cozinha Africana da Bahia.

"Cozinha que desaparece"

"Tenho grande preocupação com a sobrevivência da cozinha afrobaiana. Há elencados no meu livro A Cozinha Africana da Bahia 38 pratos que nasceram das mãos da mucama adaptando-os do cardápio português. Desses pratos elencados, alguns já não comparecem à mesa do baiano e suas receitas foram resgatadas em minha obra. Em realidade, hoje, são servidos de modo corrente aos comensais apenas o vatapá, o caruru, o acarajé e o abará.
O ochin-chim de galinha, o efó, o humulucu e o arroz de hauçá aparecem de modo esporádico. O amalá, o latipá, o lelé, o afurá, o quibombo, o ecuru, o quitandê, o efun-oguedê, o denguê, o ipetê, o erampaterê desapareceram da dieta dos baianos. Alguns desses pratos sumidos da mesa dos baianos, são servidos aos Orixás. O amalá é servido a Obá e Iansã, o denguê, a Iansã, o ipetê, a Oxum, o latipá, a Omulu. Isto pode ser uma garantia de que eles não desaparecerão. O arroz de hauçá, talvez por ter origem numa tribo muçulmana da Nigéria e ter duas coisas que só são usadas nele e no ecuru: o charque e a fritura, não é ofertado aos Orixás.
O charque lembra a escravidão, sendo uma quizila. O amalá, por ter os ingredientes que os africanos trouxeram para o Brasil, o quiabo, o inhame e o azeite de dendê, é um prato síntese da cozinha afrobaiana, servida ao Orixá Obá, e seria ótimo que ele voltasse à mesa dos baianos. É um prato simples, mas de grande sabor."

"Professor emérito da UFBA, Guilherme Radel é estudioso de gastronomia e autor de quatro livros sobre a cozinha baiana. O último, A Cozinha Africana da Bahia, é resultado de dez anos de pesquisa. Radel ministrará a aula “Tem prato que está sumindo!” no sábado, 20 de novembro, às 14h, no Nordeste Bahia Gourmet."

sábado, 28 de maio de 2011

Escolas de Culto Vodun no Benin

(Fetiche Tolegba de Agblome - Tolegba é o Legba coletivo de uma localidade, cidade; vila; etc.)

10 de janeiro de 2010

"Rumo a criação de escolas do culto vodum no Benin"

Os grandes dignitários e sacerdotes do culto vodum, defenderam domingo, em Cotonou,  a criação de escolas de culto no Benim, a fim de perpetuar as práticas das religiões endógenas no país.

"Instamos as autoridades a dar-nos o apoio político para a criação de escolas, onde nós podemos ensinar as nossas crianças práticas tradicionais das nossas religiões endógenas, eles disseram, durante um comício de contribuição."

Segundo o sacerdote do culto do vodum Hebiosso, deus do trovão, Amanongbé Kokou, a criação destas escolas de vodum no Benin é muito essencial para a promoção do patrimônio cultural.

"Com a invasão das religiões importadas ao longo do Benin, em particular o cristianismo e o islamismo, nossas religiões estão perdendo a face", disse ele.

Para este dignitário do culto vodum, a maioria das crianças beninenses está envolvida hoje nas práticas das grandes religiões, a ponto de abandonar suas práticas tradicionais.

"Nossas crianças não conhecem grandes coisas de nossas práticas religiosas  tradicionais. Eles nem sequer sabem o significado das músicas, libações, oferendas e até mesmo a adoração de tal e tal fetiche ", ele disse.

"Segundo os historiadores do Benin, o vodum tem origens que remontam a milhares de anos. Sem maiores esclarecimentos, descobertas arqueológicas na costa oeste sugerem que os cultos de voduns Africanos eram praticados há mais de 4000 anos."

"Já no final do século 15, disseram, viajante e comerciante europeus, descreveram em seus contos as cerimônias vodum e os templos. "

"Essas cerimônias, como o templo Dangbe (Dambê, píton), Benin, não sofreram grandes transformações ao longo dos séculos, acrescentaram eles."

Vodum, que não é baseado em uma concepção dualista do mundo (a vida e a morte, céu e terra), língua Fon significa: "O que não podemos explicar, o verdadeiro poder."

Também pode significar Deus ou Espírito. Esta religião relaciona a natureza e seus fenômenos aos deuses ou espíritos com os quais ele pode se comunicar, através do fenômeno do transe dos seguidores do vodum, fenômeno que é emanação das entidades Mawu e Lissa, personificações do princípio masculino e feminino.

Assim, para o olho destreinado, ritos e cerimônias do vodum podem ser realizados a pura superstição, magia negra ou feitiçaria. Mas para o Vodunsi (seguidor do vodum), esses rituais são um momento importante da vida quando os deuses e espíritos dos antepassados ​​têm uma influência positiva e direta na vida dos seres humanos.

Segundo as estatísticas, 37% da população do Benin, estimada em mais de 8 milhões de pessoas praticam as religiões tradicionais (animismo), enquanto os católicos representam 27%, muçulmanos 22% e 10% protestantes.

Apa

In:


Traduzido por Ifabimi.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Aho

Aho (em Fon)


Philenoptera cyanescens (Schumach.)

Foto: http://www.westafricanplants.senckenberg.de


Trata-se de um arbusto de cerca de 3 metros ou mesmo de uma árvore fabácea de folhas grandes com mais de 10 metros, quando encontrado em um barranco, pois a altura do aho depende muito do tipo de solo. 
Suas folhas quando secas tomam uma tonalidade azul muito escura, é quando são utilizadas após uma fermentação para tingimentos em azul índigo ou anil, assim sendo conhecida em Benin como o Anil Iorubá ou o Índigo Iorubá, observada sua abundância nas regiões habitadas pelos nagôs-iorubás. 
Suas raízes quando maceradas com as folhas  por 3 dias fornece um banho para a assepsia da mulher grávida, e também é utilizada como proteção contra venenos diversos além do uso ritualístico no culto vodún e dentro do Fá na forma de banhos; pós; pasta corante; chás e da folha fresca.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Ketu, Uma Cidade Sagrada Para os Povos Ewe.

"Antes de 1600"

"Ketu (Kétou), em Benin nos dias atuais, pôde ser entendida como um ponto de partida apropriado para uma breve história dos povos Gbe-falantes. As tradições ewes se referem a Ketu como Amedzofe* (A Origem da Humanidade) ou Mawufe (O Repouso do Ser Supremo). Acredita-se que os habitantes de Ketu pertenceram originalmente à Oyo e povos da Nigéria, e foram pressionados para o oeste por uma série das guerras entre o décimo e o décimo terceiro século. Em Ketu, os antepassados do discurso Gbe povoam, separaram-se de outros refugiados e começam a estabelecer sua própria identidade.

Os ataques iorubás entre os décimos terceiros e o décimo quinto século dirigiram uma seção grande do grupo ainda mais mais para o oeste. Estabeleceram-se no reino antigo de Tado (também Stado ou Stádó) no rio Mono (no Togo atualmente). O reino de Tado era um estado importante dentro África Ocidental até o décimo quinto século passado.

No curso do décimo terceiro ou décimo quarto século, Notsie (ou Notsé, Notsye, Wancé) foi estabelecida por imigrantes do reino de Tado; Notsie mais tarde (ao redor 1500) transforma-se no repouso de um outro grupo de emigrantes do Tado, os Povos Ewe. Ao redor 1550, imigrantes do Tado se estabeleceram em Allada (ou Alada), um reino que se transformou no centro do Povo Fon. Tado é também a origem do Povos  Aja; de fato, o Aja-Tado conhecido (Adja-Tado) é usado freqüentemente na linguagem.

Outros povos que falam línguas de Gbe hoje são os Povos Gen (Mina, Ge) ao redor de Anexo**, que é de origem provavelmente Ga e Fante, e povos Phla e Pherá, que consiste dos habitantes tradicionais da área misturados com os emigrantes mais adiantados de Tado."

Fonte: 
Worldlingo
(In: http://www.worldlingo.com/ma/enwiki/pt/Gbe_languages)

(*) Pronuncia-se Amejofe.
(**) Pronuncia-se Aneho (Anerro).

Pièrre Verger foi iniciado em Ifá em Kétou no Benin e lá colaborou com a reconstrução do culto do orixá Oxóssi (Ososi), o Odë Oso Tokan Soso (Odé Oxo Tokan Xoxô, O Caçador de 1 Flecha) refazendo seu culto e repondo sacerdotes e iniciações com a colaboração de sacerdotes brasileiros da Bahia, pois no passado os sacerdotes de Oxóssi foram vendidos às Américas como escravos, e o templo deste orixá foi destruído nos conflitos.


                                                            Ketu nos dias de hoje.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Oríkì Ela (Yorùbá)


Evocando Elá, Oríkì Festivo.


Ela omo osin. Ela Omo Oyigiyigi ota omi.
Espírito de Manifestação, filho do Governador. Espírito de Manifestação, filho de descendentes de pedra d'água.

Awa di oyigiyigi. A ki o ku wa.
Nós nos tornamos manifestação. A pedra que nasceu do Espírito de Manifestação nunca vai acabar.

Ela ro a ki o ku mo, okiribiti. Ela ro (Sokale) Orunko Ifá.
O Espírito de Manifestação desceu à Terra, nós não mais morreremos. Ele é o nome que damos para o destino.

Entiti ngba ni l'a. Nwon se ebo Ela fun mi.
Ele é aquele que nos salvou. Nós fizemos sacrifício ao Espírito de Manifestação.

Ko t'ina, ko to ro.
Ele não tem substância. Ele é imperceptível para ser pensado.

Beni on (Ela) ni gba ni la n'Ife, Oba  a  mola.
Ele ainda livrou os Imortais de todos os perigos, o Chefe é quem sabe quem deve ser salvo.

Ela, Omo Osin mo wari o! Ela meji, mo wari o.
Espírito de Manifestação, filho do governante, eu vos louvo. Espírito de Manifestação, eu te louvo.

Ela mo yin boru. Ela mo yin boye. Ela mo yin bosise.
Espírito de Manifestação louvo o sacrifício que abre o caminho. Espírito de Manifestação louvo o sacrifício que traz a vida. Espírito de Manifestação louvo o sacrifício e o trabalho que prossegue.

Ela poke. Eni esi so wa soro odun. Odun ko wo wa sodun.
O Espírito de Manifestação apareceu. O amigo voltou para o festival deste ano. A celebração recomeça.

Iroko oko. Iroko oko. Iroko oko.
Eu vim de Iroko. Eu vim de Iroko. Eu vim de Iroko.

Odun oni si ko. Ela poke. Ela ro. Ela ro. Ela ro, ko wa gbu're.
A festa voltou. O Espírito de Manifestação apareceu. O Espírito Santo desceu. O Espírito Santo desceu. O Espírito Santo desceu, as orações irá aceitar.

Ela takun wa o. Ela ro o. Eti ire re. Ela takun ko wa gbu're.
O
Espírito Santo desceu com cordas. O Espírito Santo desceu. Seja as orelhas de nossas orações. O Espírito Santo com a corda desceu e irá aceitar as nossas orações.

Enu ire re. Ela takun ko gbure. Oju ire re.
Ouvi as orações de nossos lábios. O Espírito Santo com a corda desceu e irá a aceitar as nossas orações. Ouça as orações em nossos olhos.

Ela takun ko wa gbu're. Ela ma dawo aje waro. Ela ma d'ese aje waro.
O
Espírito Santo com a corda desceu e irá aceitar as nossas orações. O Espírito Santo, com lábios de bênçãos nos abraçará. O poderoso espírito, com lábios de bênção nos abraçará.

Atikan Sikun ki oni ikere yo ikere.
De porta em porta, remova as dobradiças.

Ipenpe'ju ni si'lekun fun ekun agada ni si'ekun fun eje.
Aquele que remove as dobradiças também abre as pálpebras para chorar.

Ogunda'sa, iwo ni o nsilekun fun Ejerindilogun Irunmole.
O Espírito do Ferro, o Espírito do Vento, o Espírito que abre as portas para os Imortais.

Ela panumo panumo. Ela panuba panuba.
O
Espírito Santo retumbante. O Espírito Santo de repercussão.

Ayan ile ni awo egbe ile, ekolo rogodo ni awo ominile.
Perto da fenda na parede, onde os idosos se encontram, a paz que subiu aos céus e não retornou.

  Eriwo lo sorun ko do mo. O ni ki a ke si Odi awo Odi.
N
as tribulações o sacerdote do rebanho é chamado para a Terra. Ele nos pede para convidar o sacerdote da paz.

O ni ki a ke si Ero awo Ero. O ni ki a ke si Egún osusu abaya babamba.
Sobre os espinhos de arbustos nos pede para chamar. Nas tribulações chamamos o Sacerdote antepassado.

A ke si Ero awo Ero, ke si Egún o susu abaya babamba a ni eriwo lo si Orun ko de mo, won ni ki Ela roibale.
Sobre os espinhos de arbustos grossos onde chamamos, para o céu suba calmamente. Espírito Santo desça.

Ela ni on ko ri ibi ti on yio ro si o ni iwaju on egun.
A Paz do Espírito Santo diz: Não tenho para onde descer...

Eyin on osusu agbedem 'nji on egun osusu, awo fa ma je ki'iwaju Ela gun mori on tolu.
Acho que a frente é cheia de espinhos, eu acho que atrás e o meio são cheio de espinhos.

Òrúnmìlà ma jeki eyin Ela gun mosi Olokarembe Òrúnmìlà ma jeki agbedemeje la gun Osusu.
O homem recorreu ao Espírito do Destino orando ao Grande Espírito de Manifestação.

Ela ro. Ifá ko je ki iwaju re se dundun more on tolu.
Espírito Santo desça. Que Ifá retire os espinhos da frente e de trás.

Ela ro. Ifá ko jeki eyin re se worowo.
Espírito Santo desça. Que Ifá retire os espinhos do meio.

Ela ro. Ela ni 'waju o di Odundun.
Espírito Santo desça. No lugar da frente da Paz, que o Espírito Santo se manifeste.

Ela ni eyin o di Tete. Ela ni agbedemeji o di worowo. Ase.
No lugar de retaguarda da Paz, que o Espírito Santo se manifeste. No lugar do meio da Paz, que o Espírito Santo se manifeste. Que assim seja.



quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Bobó de Camarão.


Achei na Web, já conhecia a receita, afinal cultuo voduns, só não uso o liquidificador e o fogão a gás no preparo, e as pimentas mudam... dependendo, tem vezes que nem entra na receita.
Quando bem preparado e com as quantidades certas dos temperos, o Bobó de Camarão é realmente um prato delicioso!
Pode ser substituído pelo inhame em algumas ocasiões, constituindo o peté; pelo feijão branco amassado; etc, conforme a finalidade à que se destina, bem como alguns de seus ingredientes.

"Ingredientes"

"2 kg de camarão, com casca
6 xícaras de água (1,5 litro)
1 kg de mandioca
4 colheres (sopa) de óleo
2 cebolas médias, picadas
500g de tomate maduro, sem
pele e sem sementes, picado
1 colher (chá) de pimenta-do-reino
2 colheres (sopa) de coentro picado
1 xícara de leite de coco (240ml)
1/4 de xícara de azeite-de-dendê
Sal e pimenta malagueta ou
dedo-de-moça a gosto"

"Modo de Preparo"

"Descasque os camarões.

Coloque as cascas numa panela com água e leve ao fogo para ferver por 5 minutos. Escorra e reserve o caldo.

Corte a mandioca em pedaços, descasque e cozinhe no caldo das cascas de camarão até ficar bem macia. Retire a mandioca da panela e reserve 2 1/2 xícaras de caldo.

No liquidificador, coloque um pouco do caldo e acrescente aos poucos alguns pedaços de mandioca. Bata e repita a operação, sempre colocando primeiro o caldo e batendo a mandioca aos poucos. Reserve o creme obtido.

Numa panela com o óleo, frite a cebola até começar a dourar. Junte o tomate e refogue bem, mexendo. Acrescente o camarão, tempere com o sal, a pimenta-do-reino e o coentro. Abaixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar por 3 minutos.

Acrescente o creme de mandioca, o leite de coco e o azeite-de-dendê.

Verifique o sal, tempere com a pimenta malagueta e cozinhe, mexendo sempre, até começar a ferver.


Retire do fogo e sirva com arroz branco."



In:
http://www.receitasdecomidas.com.br/bobo-de-camarao.html


Fogão de três pedras, um tipo universal e muito popular na África. É a forma mais primitiva do fogão.
Imagem em cd3wd.com

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Kpatrayɛ


Kpatrayɛ
(Pronuncia-se kpatraié em português)

Clausena anisata  (Willd.) J.Hk. ex Benth

Anis Estrelado


O nome desta rutácea vem do Adja, além do aroma tão conhecido dos licores do Anis Estrelado, é uma planta utilizada externamente em decocção principlamente de seus caules e folhas, associadas ou não a outras, como à conhecida Babosa (Adiadi em ewe) no tratamento de micoses e frieiras dos pés e dermatoses em geral.
Possui algumas atividades antibacterianas e antifúngicas já estudadas. 
Quando pulverizada, esta planta é utilizada para tratar a epilepsia. 


Observação:

Não Confundir esta planta com a  Estrela de Anis, Illicium verum, da China, e que é utilizada para se preparar o fármaco do tratamento da Gripe A, o Oseltamivir (comercialmente conhecido como Tamiflu), ou com o venenoso Aniz Estrelado Japonês, Illicium anisatum.

Veja:   http://papoinformalpapoinformal.blogspot.com.br/2011/01/gbosu-zoxwn.html


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Iphan Iniciou o Processo de Tombamento do Terreiro do Ventura.

A notícia abaixo foi veiculada no A Tarde de 20 de janeiro de 2011



Iphan inicia processo de tombamento de terreiro em Cachoeira

A TARDE On Line
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) iniciou o processo de tombamento do Terreiro Jeje Zogbodo Male Bogum Seja Unde, no município baiano de Cachoeira, no dia 10 de janeiro, através de uma notificação publicada no Diário Oficial da União.
A partir deste comunicado, o local passa a receber proteção federal e, por esta razão, toda intervenção no terreiro, e em sua vizinhança imediata, deve ser previamente autorizada pelo Iphan. Os proprietários do terreiro podem se manifestar para concordar ou impugnar a iniciativa do Iphan em até 15 dias, contando a partir do dia em que foi feito o comunicado.
Motivo - O processo de tombamento se fundamenta no elevado valor histórico e etnográfico do terreiro, a ser inscrito nos Livros do Tombo Histórico e do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, conforme proposta em fase de elaboração a ser avaliada pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
O tombamento deverá então corresponder ao conjunto de bens imóveis do terreiro, incluindo o sítio natural e os elementos edificados ou de espécies arbóreas referenciais dos ritos Jeje, a exemplo das Casas de Hospedagem, do Oiá (Altar), dos Pejis (cerimoniais) de cima e de baixo, com salão, "ronco" e cozinha sagrada, a Casa dos Antepassados, 12 Árvores Sagradas, o riacho Caquende - ODÉ e as margens ou lados: Aziri e Avinagé.
História - A ocupação histórica do Terreiro da Roça do Ventura, remonta ao ano de 1858. É depositário e responsável pela preservação de umas das tradições religiosas de matriz africana, mais particularmente da liturgia do Candomblé de nação Jeje-Mahi originaria nos cultos às divindades chamadas Vodum. O Seja Unde tem fundamental importância na conformação da rede de terreiros do Reconcavo Baiano e sobretudo para a formação histórica do Candomblé como uma instituição religiosa. 
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O Jeje está em festa, é Janeiro, é presente dos voduns! Agradecemos a todos que se engajaram na defesa desta causa e fiquem certos que os voduns lhes retribuirão. Ifabimi.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Evitando Tragédias Como a da Região Serrana do RJ.

Evite construir em vales, e principalmente nos vales estreitos;
Não edifique em encostas, e se no alto do morro, fique longe do despenhadeiro:

"Um vale é um acidente geográfico cujo tamanho pode variar de uns poucos quilômetros quadrados a centenas ou mesmo milhares de quilômetros quadrados de área. É tipicamente uma área de baixa altitude cercada por áreas mais altas, como montanhas ou colinas.
Os vales são formados por diversos processos geográficos. Os vales glaciais, que normalmente têm a forma em "U" em vez de "V", formaram-se há dezenas de milhares de anos (presumidamente durante a última era glacial) através do grande poder de erosão das geleiras. Vários lagos glaciais podem ser encontrados no Lake District (Região dos Lagos), na Inglaterra. Vales de tipo Rift, como o Grande Vale do Rift, são formados pela expansão da crosta terrestre devido à atividade tectônica sob a superfície da Terra. No entanto, os vales são geralmente formados pela atividade fluvial, onde a ação da água corrente causa a erosão do terreno."

Fonte: Wikipédia.


Não desmate e Não colabore com o assoreamento:

Desflorestação, desflorestamento ou desmatamento é o processo de desaparecimento de massas florestais, fundamentalmente causada pela atividade humana. A desflorestação é diretamente causada pela ação do homem sobre a natureza, principalmente devido à destruição de florestas para a obtenção de solo para cultivos agrícolas ou para extração de madeira, por parte da indústria madeireira.
Uma consequência da desflorestação é o desaparecimento de absorventes de dióxido de carbono, reduzindo-se a capacidade do meio ambiente em absorver as enormes quantidades deste causador do efeito estufa, e agravando o problema do aquecimento global.
Para tentar conter o avanço do aquecimento global diversos organismos internacionais propõem o reflorestamento, porém essa medida é apenas parcialmente aceita pelos ecologistas, pois estes acreditam que a recuperação da área desmatada não pode apenas levar em conta apenas à eliminação do gás carbônico, mas também a biodiversidade de toda a região.
O reflorestamento é, no melhor dos casos, um conjunto de árvores situadas segundo uma separação definida artificialmente, entre as quais surge uma vegetação herbácea ou arbustiva que não costuma aparecer na floresta natural. No pior dos casos, se plantam árvores não nativas e que em certas ocasiões danificam o substrato, como ocorre em muitas plantações de pinheiro ou eucalipto.

Assoreamento é a obstrução, por sedimentos, areia ou detritos quaisquer, de um estuário, rio, ou canal. Pode ser causador de redução da correnteza.
No Brasil é uma das causas de morte de rios, devido à redução de profundidade. Os processos erosivos, causados pelas águas, ventos e processos químicos, antrópicos e físicos, desagregam solos e rochas formando sedimentos que serão transportados. O depósito destes sedimentos constitui o fenômeno do assoreamento.
O assoreamento é um fenômeno muito antigo e existe há tanto tempo quanto existem os mares e rios do planeta, e este processo já encheu o fundo dos oceanos em milhões de metros cúbicos de sedimentos.
Porém o homem vem acelerando este antigo processo através dos desmatamentos, que expõe as áreas à erosão, a construção de favelas em encostas que, além de desmatar, tem a erosão acelerada devido à declividade do terreno, as técnicas agrícolas inadequadas, quando se promovem desmatamentos extensivos para dar lugar a áreas plantadas, a ocupação do solo, impedindo grandes áreas de terrenos de cumprirem com seu papel de absorvedor de águas e aumentando, com isso, a potencialidade do transporte de materiais, devido ao escoamento superficial e das grandes emissões gasosas.
O assoreamento não chega a estagnar um rio, mas pode mudar drasticamente seu rumo. O assoreamento pode acabar com lagos.
A deposição de sedimentos em reservatórios é um grande problema no Brasil, pois a maioria da energia consumida vem de usinas hidroelétricas. No caso da Usina hidrelétrica de Tucuruí, por exemplo, foi calculado em 400 anos o tempo necessário para o assoreamento total do reservatório da barragem.
Apesar de não "matar" os rios, o assoreamento pode aumentar o nível de terra submersa e ajuda a aumentar os níveis das enchentes.

Fonte: Wikipédia.



DEFORASTATION RAIN FOREST RIO DE JANEIRO BRAZIL.JPG  Desflorestamento no Morro da Covanca, Jacarepaguá, Rio de janeiro. Foto em Wikimedia.


                Preserve o verde, o ar, as águas e a fauna, lembre-se que                                   o Planeta Terra é a sua casa.

Foto: Globe Planet Earth (by NASA-USA)

Gbòsú Zoxwεn.


Gbòsú Zoxwεn. Foto em calflora.net
(Pronunciamos gbossu-zoqüém em português)

Clausena anisata, Willd.


Planta rutácea de aroma cítrico e rica em limonóides. É tida como sendo a insulina vegetal, devido ao seu efeito hipoglicemiante é muito utilizada no tratamento da diabetes, seu início, prevenção e em gestantes diabéticas, inclusive na mellitus tipo 2; também possui alguma atividade antibacteriana. São utilizadas folhas e especialmente as raízes para tratamento do diabetes. As análises químicas qualitativa e quantitativa de óleos essenciais de suas folhas revelaram 19 componentes, sendo que 96% eram de fenilpropanóides (Ekundayo, 1986).

É bem possível que o efeito hipoglicemiante do seu extrato radicular, que também foi analisado, seja devido, pelo menos em parte, ao seu conteúdo de terpenóides e cumarina, mas até então, o seu mecanismo de ação hipoglicemiante permanece em grande parte especulativo, e é improvável que seja devido à estimulação de células beta-pancreáticas e subseqüente secreção de insulina. Seu efeito é mais suave comparado ao da Insulina propriamente dita, no tratamento de diabetes, ou seja: É um pouco mais fraco.


Obs. Esta planta é encontrada na África e na Indonésia, favor não confundirem com anis estrelado (Illicium verum), ou mesmo com o anis ou erva-doce (Pimpinella anisum) que é uma planta da família das Apiaceae, anteriormente chamadas Umbelliferae.

sábado, 22 de janeiro de 2011

A Influência Jeje no Terreiro Tumba Junçara.

Maria Nenem do Tumbensi, tia do saudoso Tata Fomotinho, pertenceu à Irmandade da Igreja de N Sra da Boa Morte. Foto em:
http://vodunabeyemanja.blogspot.com/2010/01/tumba-junaaara_29.html

Saudoso Manoel Ciríaco de Jesus, fundador do axé Tumba Junçara. Foto em:
http://axetumbajunsara.blogspot.com/2010/01/roberto-barros-reis-tata-kinunga-e.html

"O Terreiro Tumba Junçara"

"O Tumba Junçara foi fundado em 1919 em Acupe, na Rua Campo Grande, Santo Amaro da Purificação, Bahia, por dois irmãos de esteira cujos nomes eram: Manoel Rodrigues do Nascimento (dijina: Kambambe) e Manoel Ciríaco de Jesus (dijina: Ludyamungongo), ambos iniciados em 13 de junho de 1910 por Maria Genoveva do Bonfim, mais conhecida como Maria Nenem (Mam'etu Tuenda UnZambi, sua dijina), que era Mam'etu Riá N'Kisi do Terreiro Tumbensi, casa de Angola mais antiga da Bahia. Kambambe e Ludyamungongo tiveram Sinhá Badá como mãe-pequena e Tio Joaquim como pai-pequeno.
O Tumba Junçara foi transferido para Pitanga, no mesmo município, e depois para o Beiru. Após algum tempo, foi novamente transferido, para a Ladeira do Pepino nº 70, e finalmente para Ladeira da Vila América, nº 2, Travessa nº 30, Avenida Vasco da Gama (que hoje se chama Vila Colombina) nº 30 - Vasco da Gama, Salvador, Bahia.
Na época da fundação, os dois irmãos de esteira receberam de Sinhá Maria Nenem os cargos de Tata Kimbanda Kambambe e Tata Ludyamungongo. Manoel Ciríaco de Jesus fez muitas lideranças de várias casas, como Emiliana do Terreiro do Bogum, Mãe Menininha do Gantois, Ilê babá Agboulá (Amoreiras), onde obteve cargos. Tata Nlundi ia Mungongo teve como seu primeiro filho de santo (rianga) Ricardino, cuja dijina era Angorense.
No primeiro barco (recolhimento) de Tata Nlundi ia Mungongo, foram iniciados 06 azenza (plural de muzenza). Em sendo o seu primeiro barco, ele chamou o pessoal do Bogum para ajudar. Os 03 primeiros azenza do barco foram iniciados segundo os fundamentos do Bogun: Angorense (Mukisi Hongolo), Nanansi (Mukisi Nzumba) e Jijau (Mukisi Kavungu) *, os 03 outros azenza foram iniciados segundo os fundamentos do Tumba Junçara.
No Rio de Janeiro, fundou, com o Sr. Deoclecio (dijina: Luemim), uma casa de culto em Vilar dos Teles (não se sabe a data da fundação nem a relação de pessoas iniciadas). Dentre as pessoas iniciadas, ainda existe, na Rua do Carmo, 34, Vilar dos Teles, uma delas, Tata Talagy, filho de Sr. Deoclecio .
Com a morte de Manoel Rodrigues do Nascimento (Kambambe), que assumira sozinho a direção do Tumba Junçara, Manoel Ciríaco de Jesus (Ludyamungongo) assumiu a direção até sua morte, a qual ocorreu em 4 de dezembro de 1965.
Com a morte de Manoel Ciríaco de Jesus assumiu a direção do Tumba Junçara a Sra. Maria José de Jesus (Deré Lubidí), que foi responsável pelo ritual denominado Ntambi de Ciriaco, juntamente com o sr. Narciso Oliveira (Tata Senzala) e o sr. Nilton Marofá.
Deré Lubidí **era Mam'etu Riá N'Kisi do Ntumbensara, hoje situado à Rua Alto do Genipapeiro - Plataforma, Salvador, Bahia, e de responsabilidade do sr. Antonio Messias (Kajaungongo).
Em 13 de dezembro de 1965, após o ritual de Ntambi, Maria José de Jesus (Deré Lubidí) passa a direção do Ntumbensara para Benedito Duarte (Tata Nzambangô) e Gregório da Cruz (Tata Lemboracimbe), e em ato secreto é empossada Mam'etu Riá N'Kisi do Tumba Junçara.
Maria José de Jesus (Deré Lubidí), em 1924 recebeu o cargo de Kota Kamukenge do Tumba Junçara, e em 1932, o cargo de Mam'etu Riá N'Kisi. Em 1953 fundou o Ntumbensara, na Rua José Pititinga nº 10 – Cosme de Farias, Salvador, Bahia, que em 18 de outubro de 1964 foi transferido para o Alto do Genipapeiro.
Com o falecimento de Deré Lubidí, assumiu a direção do Tumba Junçara a Sra. Iraildes Maria da Cunha (Mesoeji), nascida aos 26 de junho de 1953 e iniciada em 15 de novembro de 1953, permanecendo no cargo até o presente momento.
Esta é uma síntese do histórico do Tumba Junçara, com agradecimento especial a Esmeraldo Emeterio de Santana Filho, "Tata Zingue Lunbondo", pelo referente histórico, e também a "Tata Quandiamdembu", Esmeraldo Emetério de Santana, o Sr. Benzinho, pois sem sua colaboração não poderíamos ter chegado a tais fatos."

Fonte: Wikipédia.
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Observações:

(*)Observamos o termo Angorense, derivado do Mbundo que designa os iniciados de Angorô (Hongolo, arco-íris), termo similar para o vodum Dàn e para o orixá Oxumarê. Tal terminologia foi incorporada aos jejes na Bahia desde os primórdios do Candomblé. 
Omolu, Nanã e Oxumarê tem profundas raízes no Jeje, então era conveniente os jejes auxiliarem em seus rituais.

(**) Deré- Termo muito antigo e oriundo dos jejes para designar a mãe-pequena, a mais velha de todas as ahama (barco de iniciados, porque os minas assim denominavam os navios negreiros) e auxiliar imediata do sacerdote, o termo deriva do Fon "ɖĕ  lέ  que significa "o que caminha na frente", ou "o que anda primeiro".
A deré, ou o deré muitas das vezes ocupa um cargo de honra em um terreiro, ainda que seja de outra nação, auxiliando a casa na formação dos iniciados.





sábado, 15 de janeiro de 2011

SOS Animais da Região Serrana do Rio.

Foto: O Globo. Clique na foto para ampliar.

Estas ONGs estão atuando na Região Serrana socorrendo animais desamparados, são poucas ONGs e com muita despesa e muito mais para realizar. Adote um animal de estimação, muitos perderam o carinho de um lar e a companhia do dono, e/ou contribua em dinheiro, em gêneros e como puder.